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segunda-feira, 26 de maio de 2008

O taxista, esse animal.

Ora bem, tenho vindo a reflectir sobre isto nos últimos segundos e chego à conclusão de que para se ter a carteira de taxista, tem que se preencher certos requisitos, e não me refiro à capacidade para manobrar uma viatura.
Após observar atentamente cada um destes espécimens que se fazem transportar em carros beges (sim, não me venham dizer que aquela porcaria é amarela) ou pretos com o belo do tecto verducho, cheguei à seguinte conclusão:

Ponto prévio, para se ser taxista é necessário adquirir uma capa extra (sim, porque o taxista não aguenta apenas uma capa simples) de bolinhas de madeira para massajar as costas dos pobres dos taxistas. Ora isto leva-me a outra questão; se aquilo massaja mesmo, é suposto eles andarem mais descontraídos certo? Então porque é que os vejo a conduzir sempre feitos animais?

Outro ponto característico é um taxista ter sempre conversa. Por norma perguntamos sobre o Benfica e ficamos a saber do quisto sebáceo que ele tem no recto, da guerra nas antigas colónias e do problema de alcoolismo do filho (que por hereditariedade, também já é do Benfica e encontrou no álcool uma saída.. Antes fosse taxista).

Requisito necessário também é conhecer como a palma das mãos a(s) cidade(s) onde se movem. Ora as mãos dos taxistas devem estar bastante sujas porque já vi mais do que um a perder-se (e eles levam indicações prévias do sítio).

Mais a exigência maior para se ser taxista é sem dúvida a que mais me irrita e que quero partilhar convosco:

É aquele tique irritante de num cruzamento ou entroncamento, estarmos a circular com total prioridade até que aparece um taxista na sua viatura vindo da direita, e mesmo que tenha um STOP lá ou um sinal de cedência de prioridade virado PARA ELE, eis que a mãozinha já está fora do vidro a agradecer o facto de eu o ir deixar passar, mesmo que a minha intenção inicial (e final já agora...) fosse de não o deixar passar. Claro que como o dito senhor já 'pseudo-parqueou' a sua viatura no meio da estrada, não tenho outro remédio não é ?

Não. Não é. Nessas alturas contorno-os, ficando momentaneamente na faixa contrária a temer pela minha vida e eles buzinam indignadíssimos.

Não faz mal, afinal de contas, a boa educação nunca foi um requisito para nada...




Capitão Romance